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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sério, ele não tem culpa.


É incrivel como a mídia pode manipular e tornar algo uma hecatombe. Vide a gripe suína. Quando surgiu no México, ela assustou. E muito. Os dados mostravam que uma em cada dez pessoas que pegavam a gripe morriam, uma verdadeira carnificina. Porem, após todo o mundo fechar as portas pro méxico e a passagem para lá passar a custar o mesmo que um bilhete de metrô, ele voltou atrás. Disse que os dados não eram confirmados, e foram desconfirmadas 90% das mortes outrora atribuidas a gripe suína. Ou seja, a gripe ficou no mesmo patamar da gripe comum, matando 0,45% das pessoas que pegam, um numero muito baixo. Mas a merda já estava feita.


O mundo, completamente assustado com a gripe, toma medidas idiotamente retardadas para tentar combate-la. Os jornais, vendo que a gripe vende, noticia qualquer espirro. A morte de alguem por pneumonia gera comoção nacional, quase uma Isabela ou Eloá, sendo que morreram 6.324 apenas em São Paulo, por problemas derivados da gripe (comum, padawan) em 2008. Qualquer tossezinha leva as pessoas a procurarem o sistema publico de saude, que já é pouco lotado. Escolas adiam as aulas, como se do dia 3 até o dia 17 fosse magicamente parar o virus.


E o Virus tá ae. Matando normalmente, como qualquer virus da gripe. E todos se preocupando com mascaras riduculas, sabonetes bacterecidas, e remedios carissimos que causam pesadelos em crianças. (Não, não é brincadeira, o tal do tamiflu causa pesadelos) .


Depois de tudo isso, fica claro qual é o pior sintoma da gripe suína: Burrice.


(O titulo cata-paraquedistas é proposital. :D)

sábado, 18 de julho de 2009

Já faz um tempo que Augusto Cury está presente nas mais diversas listas dos livros mais vendidos por todo o Brasil. Como brasileiro adora um livro de auto-ajuda, com 10 lições pra ser feliz, ou as 7 leis da vida saudavel, ele se tornou um fenômeno de vendas.  Seu sucesso mais recente, O Vendedor De Sonhos, possui a seguinte sinópse: 


Um homem desconhecido tenta salvar da morte um suicida. Ninguém sabe sua origem, seu nome sua história. Proclama aos quatro ventos que a sociedades modernas se converteram num hospício Global. Com uma eloqüência cativante, começa a chamar seguidores para vender sonhos. Ao mesmo tempo em que arrebata as pessoas e as liberta do cárcere da rotina, arruma muitos inimigos. Será ele um sábio ou um louco? Este é uma romance que nos fará rir chorar e pensar muito.



Confuso, caro leitor? Pois eu também. Ao ir pro cinema, encontrei na livraria um daqueles capitulos isolados do livro distribuidos, pra que as pessoas leiam, se interessem, e comprem o livro. Pelo menos, deveria ser assim. Mas eu nunca iria desconfiar do que estaria por vir.


O Capitulo é o 33 do livro "O Vendedor De Sonhos e a Revolução dos Anônimos". Belo titulo. Mas o capitulo...


Vai além de qualquer coisa que eu já tenha lido, ouvido, psicoescutado, e tudo mais. O resumo é o seguinte: Mostra um cara - o vendedor de sonhos - liberando um ratinho durante uma palestra para ex-detentos. Até ai, tudo bem. O problema vem depois. O ratinho causa medo em todos, blablabla. Então, decide entrar nas calças de outro personagem. Aqui começa a porra toda. O personagem começa a se desesperar e clama que uma senhorinha chute sua bunda para matar o rato. Ela demora, e ele fica impaciente. O rato continua andando na bunda dele, e então... entra no tunel do tempo. Sim, caro leitor, é assim que nosso amigo Augusto Cury, vendedor Best-Seller, chama o orificio anal da personagem. Tunel do tempo. E termina com o vendedor de sonhos liberando o esfincter e mijando nas calças. 


Eu fiquei sem reação após ler isso.  Como um livro que vende tanto pode ser assim? 


Se fosse um Marley e Eu, que é bonitinho e agrada a todos, ou um Caçador de Pipas, que é um livro interessante, é normal eles estarem nos mais vendidos.



Mas esse livro. Deus/

Depois o pessoal se escandaliza quando lê Chuck Palahniuk. 


O Brasil está começando a ler como um país de primeiro mundo. Pena que sejam os livros errados.


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I'll be back/

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Quem leu o primeiro post, sabe que a minha teoria da Teia de Informações, embora sem nenhum embasamento ciêntifico, filósifico, religioso, moral ou imoral, foi a única maneira de explicar as diversas coincidências que vem ocorrendo constantemente na minha vida, passei até a me acostumar.

Mas hoje, eu fiquei boquiaberto.

Todo mundo sabe que eu pago muito pau pro Rob. Assim que ele tuitou a nova postagem, fui lá ler.
O titulo dela é "O Declínio da Civilização Ocidental". Um titulo, bacana. O post, idem.
Depois disso, fui arrumar umas HQs que estavam a decadas pedindo para serem arrumadas. PEguei uma e comecei a ler. Era Preacher - A História de você-sabe-quem, que fala do Cara-de-Cu.

Até aí, perfeitamente normal.

Então, num dos quadrinhos o personagem está em aula. E o professor escreveu algo na lousa. Era exatamente a mesma frase do titulo do post do Rob.

Uma puta duma coincidência.

Fiquei até assustado, deus/

*medo*

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Katrina? Aqui não

Quando começaram as noticias sobre o desastre que caiu sobre Santa Catarina, logo pensei "Pronto, teremos nossa New Orleans e todos os seus problemas".

Mas não.

Algumas coisas diferenciam os dois casos. Lendo um texto perdido na internet, do distante ano de 2005, consegui identificar o quê: o modo de vida.
Quem não dormiu nas aulas de geografia (por mais dificil que fosse) sabe que os Estados Unidos do Obama são partidários do "Estado do Bem-Estar Social" (Welfare State, na lingua do Schwarzenegger). Uma maneira onde todos vivem supostamente protegidos pelas asas do estado, mesmo isso sendo estranho no mais capitalista dos países. "O Estado que deve tomar conta do que conquistei com meu dinheiro", dizem eles. Isso torna, quem assim vive, totalmente planificado pra baixo, como crianças que não crescem.
Daí vem um to
rnado, que destroi tudo. O Governo foi avisado, mas não acreditava que fosse ser grave. Então, o caos tomou conta de tudo. Segurança? Zero. Estupo, morte, crimes por todo lado. Tudo graças a imaturidade de um povo cujo maior desastre é a falta de carne na lanchonete do palhaço.
É claro que não foram todos os moradores que se comportaram assim. Talvez até uma minoria. Mas basta um armado ( o que não é dificil nos Eua ) pra outros cem serem
subjulgados.
Fora o esquecimento do governo, municipal, estadual e federal na hora de ajudar a cidade, o que foi horrivel. Algo como "Agora você é o primo feio da famil
ia americana, não te queremos mais, cidade do Jazz".

Isso não aconteceu aqui no Brasil. Fomos salvos por nosso "terceiro mundis
mo". As pessoas realmente pararam para ajudar. Pararam, para doar, se longe, e ir até lá voluntariamente, quando perto. Ninguem ficou esperando o BNDES liberar credito, ou o Lula visitar e constatar o desastre. O pessoas arregaçaram as mangas (molhadas), contou os prejuizos (muitos), chorou pelos mortos (centenas), mas começou a trabalhar. Ninguem parado. Fomos salvos pela nossa segunda caracteristica mais divulgada no exterior ( a primeira é a bunda) : A solidariedade. Podemos ser tudo, mas ajudamos. Claro que existem muitos frutos podres, mas também existe aqueles que valem por milhões.

Foto - Folha Online


Espero que o texto não tenha caido no bairrismo, não era essa a intenção. Não morro de amores o Brasil, mas reconheço quando algo me emociona. E a mobilização por Santa Catarina é uma delas.


Agora, voltamos a programação normal.

ps1 - O post do blog ( um Windows Live Spaces) citado no texto vale muito a pena ser lido. Foi ele que me fez postar aqui.