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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Quem leu o primeiro post, sabe que a minha teoria da Teia de Informações, embora sem nenhum embasamento ciêntifico, filósifico, religioso, moral ou imoral, foi a única maneira de explicar as diversas coincidências que vem ocorrendo constantemente na minha vida, passei até a me acostumar.

Mas hoje, eu fiquei boquiaberto.

Todo mundo sabe que eu pago muito pau pro Rob. Assim que ele tuitou a nova postagem, fui lá ler.
O titulo dela é "O Declínio da Civilização Ocidental". Um titulo, bacana. O post, idem.
Depois disso, fui arrumar umas HQs que estavam a decadas pedindo para serem arrumadas. PEguei uma e comecei a ler. Era Preacher - A História de você-sabe-quem, que fala do Cara-de-Cu.

Até aí, perfeitamente normal.

Então, num dos quadrinhos o personagem está em aula. E o professor escreveu algo na lousa. Era exatamente a mesma frase do titulo do post do Rob.

Uma puta duma coincidência.

Fiquei até assustado, deus/

*medo*

sábado, 11 de abril de 2009

Sim, isto estava morto.
Sim, o show aconteceu há um tempinho.
Sim, eu demorei pra pensar no post.
E provavelmente, ele não ficará lá essas coisas.
Mas, tudo bem, o que vale a pena é participar!

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Primeiro Ato - A Chuva

Era uma vez, num lugar distante, dois garotos que gostavam de rock. Nascidos em um reino terceiro mundista, não viram muitos shows passarem por suas pradarias, a não ser de bandas quase desconhecidas, ou daqueles chatos dos indies, seus inimigos mortais. E olha que eu não falei no ano da bossa-nova.
Então, anuncia-se a segunda passagem recente daquela que é o maior expoente da boa música pesada e divertida - Iron Maiden. Sim, eles perderam o primeiro show por motivos que não interessam na narrativa, nem valem a pena de serem lembrados.
Após a obtêncão do bilhete de entrada, comprado com mais de 20% de acrescimo (ingresso.com, te amo) no ouro, a espera foi agonizante.
Eis que chegou o dia.
Lucas escolheu sua melhor camisa preta, e foi ao encontro de seu amigo para juntos irem ao local do sacrificio, opa...show.
Porém, como quem manda nas nuvens é chegado de deus, que não é chegado num metal (tenho pra mim que o todo poderoso curte mesmo é João Gilberto) mandaram um tempestade que fez o aquecimento global recuar alguns graus. Não conseguiamos ver nada pelo vidro do carro, só a fila.

Segundo ato - A fila

Todo show que se preze deve ter uma enorme fila na porta. Isso de chegar e entrar no lugar numerado é coisa de europeu, e do ocidente.
A fila dobrava esquinas, cortava ruas. E todo mundo embaixo de chuva.
Vendedores ambulantes vendiam camisinhas tamanho EXGGG³³³ para as pessoas se protegerem da tempestade, por precinhos nada pequenos.
Após adquirirmos as nossas, descemos do carro e chegamos ao fim da fila, a uns 300 kilometros do lugar do show, mas tudo bem, ainda faltavam seis horas para ele comecar.
A chuva parou.
Assim que descemos, a chuva parou, e o sol entrou. A camisinha então se tornou uma estufa movel, e , deus/, como esquentava.
Camelôs vendiam cigarros a dez paus ( mas vinha com um isqueiro!) e binóculos a cinquenta. Uma pechincha.
As horas passavam, fizemos amizade com um povo de campo grande, lá do centro-oeste. Fila nos fazem conhecer pessoas diferentes, e lá estava o Bon Jovi Wannabe.

Terceiro ato - O Bon Jovi Wannabe

Todos tem amigos que nunca conseguiram aprender a tocar nenhum instrumento, pois essas pessoas acham que cantam bem. Sim, sempre acham.
Agora imagine um desses cantores que não cantam nada, bêbado. ( adendo; como alguem fica bêbado para o show da sua vida? Deus/)
E pior - cantando rock farofa oitentista.
E o garoto não parava, cada hora ele emendava uma música diferente, e se não estava cantando, estava brigando com algum bebado da rua.
A fila afinal não andava. E o show se aproximava. Fomos ver o que estava acontecendo, e quando chegava na esquina, embolava tudo, não se sabia quem vinha da fila nem quem vinha da rua. Nos enfiamos (adendo2- Um dos caras que conhecemos na fila, parecia; quer dizer, era idêntico ao Steve-O do Jackass. E tão doido quanto. Ele que fopi abrindo espaço com seu chapéu de caubói no meio do povo. Grande Steve-O...) e entramos.
Nos estavamos dentro.
Dentro da lama.

Quarto Ato - A lama

É claro que o todo poderoso não ia se contentar em apenas molhar a cabeça dos metaleiros. Ele consegui transformar o autódromo em um enorme chiqueiro enlameado. Era lama pra tudo que era lado, tinha louco até se jogando na lama (woodstock mode on) .
A quantidade de gente que estava lá dentro era enorme, o povo até dominou um morrinho que virou arquibancada-quase-vip pra muita gente.
Enfim, achamos um bom lugar, dava pra ver, mesmo longe ( é claro, se fosse uma pulga vitaminada no lugar do Bruce eu nem ia perceber, mas tava valendo).
E esperamos o show começar.

Quinto Ato - O show

Foda. Como diria o Rob, só Rime of The Ancient Mariner vale o ingresso.
Então, o show acabou, daí comecou o circo.

Sexto e último ato - A saida

50 mil pessoas passando por onde passam 10. Não precisa ser o Einstein para saber que isso não ia dar certo.
A garotada foi comecando a ficar nervosa, afinal, eram milhares de metaleiros suados se encochando. Isso não tinha como dar certo.
Derrubaram ums bloqueios, pularam outros, enquanto todo mundo ia se esmagando.
Então, derrubaram um que dava acesso ao estacionamento, e foi quando a coisa começou a andar.

Passados 40 minutos do fim do show, conseguimos sair do autódromo, que se provou um pessimo lugar para shows (só perde para a chacará, quem foi no radiohead disse que ela fede a merda, então tá). Os arredores tomados de gente, carros demorava horas para cruzar ruas e o povo se espalhava.

Mas todos tinham um sorriso no rosto. Afinal, eram dois minutos para a meia noite...





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Foi um puta show, numa puta noite, com uma puta galera.
Não tinha como não ser legal.



terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Não é lindo...

... esse selinho novo aí do lado?

;D

Obrigado, Barbarellas. Você e os outros amigos que fiz graças ao Irracionalidade que fazem tudo isso valer a pena.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Ontem me aconteceu uma coisa engraçada. Assustadora, até.

1~] O Episódio



Na quinta-feira fiquei assistindo tevê de madrugada, sem sono. Começei a assistir um episódio de Cold Case (Arquivo Morto em terras tupiniquins), um seriado que se concentra em desvendar casos antigos, já esquecidos. O episódio - That Woman - era sobre uma adolescente de quinze anos chamada Carrie Swett que é, digamos assim, mais rodada. Apesar de ter vários namorados, ela se interessa pelo jogador de futebol do time da escola, bem no esteriótipo americano desse personagem. Só que ele acaba humilhando-a na frente dos amigos, demonstrando não se importar com ela. Então, uma participante de um grupo religioso, que apoia voluntariamente a preservação da virgindade chama-a para participar. O problema começa ai.
(A partir de agora, podem surgir spoilers. Se algum dia planeja ver esse epísódio, recomendo que pule até o proximo paragrafo) Os participantes do grupo, apesar de toda a suposta sinceridade que os cerca, escondem segredos. Tina, que a levou ao grupo, tem senhos eroticos com o jovem pastor que é mentor deles. E ele se masturba ouvindo-a contar para ele. Nathan é gay, mas não consegue nem ouvir essa palavra. Um casal de namorados já transou, e a garota tem medo de engravidar já que eles não se protegem. Carrie aparece, e meio sem querer acaba mexendo com essa hipocrisia. Porém, os integrantes não parecem ficar muito felizes com isso, e acabam mantando-a apedrejada.

2~] Teia de Informações

Já na sexta, fui pegar algo pra ler. Ia continar a leitura de V de Vingança, mas decidi ler algo mais leve, já que er aantes de dormir. Então peguei uma edição antiga da revista Mundo Estranho, de 2007. Folheando, cai na página sobre séries e filmes. E em um quadro onde qualquer série pode ser citada, lá estava o Cold Case. Pior, falando sobre esse episódio.
Não é a primeira vez que isso acontece comigo. Descobrir uma coisa em um dia e no dia seguinte ler algo totalmente relacionado a isso já se tornou comum para mim. Será isso normal?
Tenho uma teoria, bem estranha sobre isso. É como se quando interagimos com algo, os outros elementos que tem relação com ele se aproximassem de nós. Como uma teia viva, sempre em movimento. Ao ler um texto sobre a Guerra dos 100 anos, por exemplo, no meu livro de história, eu passasse a atrair outras coisas relacionadas a isso, inconciente, ao escolher o próximo filme que irei assistir.
Ou pode ser tudo coincidência.

Mas que é curioso é, já que eu poderia pegar qualquer outra revista para ler. O que vocês acham disso?

3~] Sobre o comentário da revista

A revista tem um quadro chamado "Micando" sobre a séries que, por qualquer motivo, estejam indo mal nos Estados Unidos do Obama. E ela citou o episódio de Cold Case, já que ele recebeu criticas de religiosos pelo episódio. O que é ridiculo. Os EUA são tão povoados de religiosos que não tem mais o que fazer, e ficam arrumando coisas para estragar. Acho que o Felipe Neto foi perfeito nesse post no Controle Remoto. De hipocrisia, já basta nós mesmos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Doze

Existem coisas que a gente só percebe quando não tem. Papel higiênico, quando se está sozinho em casa, e após já ter lido a ultima edição da revista do Cebolinha fazendo aquilo que tinha quer ser feito é o melhor exemplo. Mas o que me pegou foi o bilhete único. Nunca precisei usar, já que meu trajeto rotineiro nunca passa do um quilometro diário, e sair usando ônibus nunca foi algo recorrente. Mas as pessoas mudam. E comecei a perceber que o bilhete único agora seria uma boa idéia. Só não fazia bulhufas de como arrumar um ( dado meu nivel de ignorância no assunto ). Pensei em pegar um de estudante, mas já tá no fim do ano, deixe isso pro ano que vem. E assim foi. Até domingo.

Estava eu domingo no metrô ( eu adoro metrô, não sei o porquê ) esperando umas amigas que ainda iriam demorar, quando chegou uma outra de ônibus. E ela precisava recarregar o bilhete. Lá fomos nós. No caminho, tinha um louco que ficava correndo de um lado pro outro, assobiando. Devia ser amigo do Rob.

Chegando no guiche, comecei a ler os folhetos que tinha lá. E tem uns bilhetes únicos estranhos. Deve ter até um interespacial, se você perguntar.

Do nada, decidi perguntar ao cara do guiche, que não parecia ser a pessoa mais inteligente do mundo, se tinha o bilhete único.

- Oi, cê tem o bilhete único pra vender?
- Doze.
- Doze? Doze bilhetes únicos?
- Doze.
- Doze reais? Aposto que é isso.
- Doze.
- Hun... E já vem com crédito?
- Doze.
- Então me vê um.
- Doze.
- Não, um só mesmo...

Acho que eu tava falando com uma máquina e não percebi. Pelo menos saí todo feliz com meu bilhete único. :D

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Até tu, Mônica?


Na boa, acabaram de destruir minha infância.

Desde que anunciaram essa "Turma da Mônica Jovem - Versão Mangá Overpower Reloaded" o mau-cheiro já dominou o ambiente. Tava na cara que ia dar merda.

Cebolinha falando certo, Magali de regime (ela que sempre zoou a mônica quando está tentava entrar em um), Mônica controlada e racional. E o pior. O Cascão tomando banho.

O Cascão sempre foi o meu favorito da turma da mônica. Ele tem um "que" de anarquico e maluco, que torna as suas histórias as melhores. E a sujeira não é apenas "sujeira". É a contatação de que ele não é igual aos outros, de que ele é único.

Lendo o Blog dos Quadrinhos, vi essa capa de uma revista (que nunca ouvi falar, deve ser muito especifica) com a mônica de forma sensual. Acho que a única personagem que poderia ser retratada assim seria a Tina (a Tina original, não aquela tosqueira reformulada), e de uma maneira bem-humorada. Não dessa forma pin-up.

Não que eu seja contra a novidade, mas tem certas coisas que simplesmente não funcionam. Quem lia Homem-Aranha nos anos 90 sabe as barbaridades que o Aracnídio sofreu na saga do clone, com histórias mal-feitas, roteiros pifios e uma enrolação só.

Ao ver uma declaração destas do Mauricio:

Segundo Mauricio de Sousa, os jovens atacam a versão em mangá da "Turma da Mônica Jovem", título da revista em quadrinhos, mas não deixam de comprar a publicação.

"Eles compram e reclamam, reclamam e compram", diz ele aos jornalistas Edgard Reymann e Camilla Schahin.


Só me resta lamentar, e agradecer que ele não seja mais o responsavel direto por todos os roteiros. Porque na Turma da Mônica original, a em formatinho, com o Cascão Sujinho e o Cebolinha falando errado ainda tem muita coisa boa, muita história boa. Mas é triste ver uma boa idéia como a adolescencia da turma ser tão mal utilizada.


Sem falar que de mangá essa cacá não tem nada. Clichezão puro.


#Desabafei

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sim, o meme

-Seu meme me memeu.
-Hã?
-Nada.



Uau. Esse meme, que saiu do Champ rendeu vários posts em alguns blogs que eu acompanho ( Ai do lado, na Prateleira). Nele, você deve responder as perguntas com musicas de alguma banda ou artista que você goste. Já usaram os Beatles, o Iron, o Helloween, então, só me sobrou...

1) É homem ou mulher
Cowboy do Ceará

2) Descreva-se:

3) O que as pessoas acham de você?

4) Como você descreveria o seu último relacionamento?
Todo castigo pra corno é pouco

5) Descreva o estado atual da sua relação com a sua namorada ou pretendente?

6) Onde gostaria de estar agora?
No Cume

7) O que pensa a respeito do amor?
Ah! Uma Jaula

8) Como é a sua vida?
Cesta Básica

9) O que pediria, se pudesse ter só um desejo?
A Sacanagem

10) Escreva uma frase sábia
A Besteira é a base da sabedoria


Nada como toda a inteligência e sabedoria do mestre. Falcão.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Quemporraévocê?

14:55
Vila Maria, Zona Norte de São Paulo
Tempo levemente nublado

Estava eu andando apressado (só pra contrariar, atrasado) quando alguem encosta no meu ombro e fala:

- Passeando, é?

Tá, foda-se, e continuei andando. Mas porra, como sou curioso. Então virei.

- Orra, nem cumprimenta mais?
- Poxa, nem reparei. E ai, tudo bem?
- Tudo, velho! Como vai a vida ai?
- Ah, vou levando...
- Cê viu com o que eu to trabalhando agora? Essas [mostra o que está vendendo]...
- Putz, nem dá pra ver, to atrasado, deixa eu ir.
- Beleza! Falou!
- Até!

Conversa até interessante, né?
Só que eu não faço a minima idéia de quem seja o cara.
Senti-me um Rob Gordon, com seus encontros bizarros no meio da rua com pessoas mais estranhas ainda.

Ou eu preciso urgentemente de ginkgo biloba, ou esses camelôs estão ficando cada vez mais espertos na hora de vender.




Ouvindo: Slipknot - Gehenna ( All Hope is Gone)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Tudo começa no alfa



-Pronto, decidi criar um blog, mãe!

-Isso é de comer, meu filho?
- ¬¬'

1º - Criando o blog - Coragem!

A parte mais difícil após decidir criar um blog é escolher o nome. Milhões de idéias vem a sua cabeça, uma mais bizarra que a outra (em que situação você consideraria o nome sopa de batata algo levemente utilizável?). E quando você finalmente se decide, o blogger diz que o nome já está sendo usado. Porra, será que sou tão sem criatividade assim?

Oquei, achei um um nome novo, inédito, sem precedentes e que veio pra abalar a blogosfera brazuca nacional. Daí desce a preguiça (1ª parte que ela aparece, calma que ela volta) antes mesmo do 1º post. É, é preciso coragem e vontade de vencer pra ter um blog. E dez vezes mais para mante-lo. Mas você é brasileiro e não desiste nunca!

Depois de uma semana a lua de mel acaba. E você nem lembra que seu blog existe. Daí ele vai parar no limbo dos blogs abandonados, cujo lider e messias é o Cocadaboa (que após eu escrever o post percebi que tinha postagens novas lá. Porra, nem assim eu acerto!).

Acho que 90% dos blogs são abandonados antes de começar. Coitados deles, sozinhos, num lugar estranho, frio e sem coca-cola.

Só espero que os leitores aparecam. Senão, colocarei minha num curso da SOS só pra ela ler meu blog.


2º Conteúdo - Pode não parecer, mas importa!

Música? Não, já existe uma porrada de blogs sobre isso.
Filmes? Já temos o Rubens Ewald Filho, pra que mais? [ironia mode on~]
Diário? Mas a idéia não é esconder?

Então que tal colocar tudo na mesma suruba e ver o que dá? Essa é a ideia do Irracionalidade.
Tudojuntoaomesmotempoagora. Com muita coca pra descer mais fácil. :D

E lá vamos nós! [bruxa do pica-pau mode on~]